O Caos de Zos

“Conhecer os fundamentos da Arte é conhecer o caminho de toda sabedoria”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

Podemos ver uma definição simplificada do que é ser humano na proposta: aquilo que fazemos depois de conquistados a segurança, o conforto e a procriação. Ou será que não? O uso da inteligência para a solução de problemas relacionados a esses três ítens bastaria para indicar o exercício da humanidade? Ou um gato que aprende a abrir a geladeira, o chimpanzé que desenvolve o uso de alguns instrumentos primitivos, juntos demonstram que a diferença entre o animal e o humano é quantitativa, e não de qualidade ou posse extraordinária?

“Quando a Arte está ausente a besta é superior”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

Se os animais possuem, em graus variáveis, a inteligência que permite contornar desafios não previstos na sua programação instintiva e demonstram curiosidade em relação ao novo, aparentemente carecem de apreciação estética. A Arte se qualifica assim como atividade humana por excelência. O ser humano se afirma na História pela primeira vez, não quando utiliza a tecnologia primitiva dos macacos, mas quando começa dar aos objetos do Mundo a forma de seus desejos, de suas iras e de seus medos. Lembrando que, para Freud, a raiva e o temor são manifestações subsidiárias no ser vivo que deseja sempre fruição plena.

“Mente, corpo, ego e todas as coisas são formuladas pelo desejo; para desejar eternamante…” (O Grimório Zoëtico de Caos)

“O artista ilumina belezas não vistas e despertam-nos para a utilidade a beleza como um tipo mais permanente de prazer.”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

A manifestação artística acessa nosso cérebro de uma forma direta, sendo esta a reação de prazer fisiológico causada pela percepção de cores, sons e suas combinações (estando aqui no limite do Real lacaniano) e pela posterior inserção de significados culturais. A inserção dos significados culturais demarca um problema de avaliação histórica, já que não sabemos se o homem esculpiu ou pintou antes ou depois de articular as primeiras palavras; e, por outro lado, como o homem moderno é introduzido na linguagem já na primeira infância, a inserção de valores imaginários e simbólicos (ainda segundo Lacan), ocorrendo durante o início do desenvolvimento cerebral pós-uterino, nos impossibilita compreender a possibilidade da fruição estética desvinculada da linguagem.

“Encontramos na Arte experiências perdidas durante a vida.”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

Mas, o que parecemos poder identificar na pré-história é o surgimento da Arte desde então vinculada à Magia. Percebemos na Arte Primitva, além da presença de genialidade estética e técnica, a manifestação instantânea e plena do que podemos chamar Complexo de Pigmalião: a imediata projeção de vida e personalidade no objeto criado, o assombro, não só dos outros, mas do próprio artista diante da aparente independência e iniciativa da coisa laborada. Por toda a História os seres humanos irão se ajoelhar diante daquilo que eles mesmos formaram, irão atribuir a inspiração artística a deuses e musas, e a matéria transformada foi desde então e sempre a via dupla, pelo qual o inconsciente se manifesta e chama.

“Meus deuses cresceram comigo”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

A afirmação de que a Magick extrapola a província subjetiva e pode atuar na realidade objetiva se dirige a duas classes de fenômenos:

  1. fenômenos inorgânicos: as descrições clássicas de alterações atmosféricas, e acidentes diversos onde não interferem nenhum ser vivo. ( Paulo Coelho fazendo ventar é um exemplo recente, embora não original.)
  2. fenômenos orgânicos: onde se enquadram todos os casos em que o Magista tenta influênciar os acontecimentos dentro de uma esfera social, ou a saúde e o comportamento de plantas e animais.

Nossa primeira dificuldade vem do fato de que as circunstâncias de uma operação mágica são dificilmente reproduzíveis; o sucesso e o fracasso não podem ser adequadamente listados e avaliados; e o testemunho do Magista não é confiável, como podemos ver pelos exemplos dado por Agripa no “Filosofia Oculta”:

E, portanto, é possível naturalmente, e longe de todo tipo de superstição, sem nenhum outro espírito intervir, que um homem seja capaz de em pouco tempo significar sua mente para outro homem vivendo há uma distância muito longa e desconhecida; embora ele não possa dar uma estimativa do tempo em que se dá, embora por necessidade deva ser dentro de vinte e quatro horas; e eu mesmo sei como fazer isso, e o fiz com freqüencia.

Se qualquer um tomar imagens artificialmente pintadas, ou letras escritas, e em uma noite clara colocá-las contra os raios da lua cheia, cujas semelhanças, sendo multiplicadas no Ar, e capturadas acima, e refletidas juntas com os raios da lua, qualquer outro homem que esteja a par da coisa, há uma longa distância vê, lê e conhece no mesmo compasso e círculo da lua; tal Arte de declarar segredos é mesmo muito proveitosa para cidades e vilas que esteão sitiadas, sendo algo que Pitágoras há muito com freqüencia fazia, e que não é desconhecida para alguns nestes dias; eu não excetuo a mim mesmo.

Onde se vê que, com a mesma convicção com que afirma poder se comunicar telepaticamente, ele diz ter projetado imagens na Lua. O magista pode não só estar simplesmente mentindo, como dando vazão à uma ilusão originada de sua instabilidade mental. (Não podemos ainda esquecer que Agripa, como antes dele Pico de la Mirandola, no final da vida rejeitou a Magick em sua totalidade, desde suas fontes até a prática contemporânea, tendo denunciado o estudo de Hermes como um pecado contra o Espírito Santo.)

O questionamento sobre a praxis mágica é típico do Século XX, com seu desenvolvimento científico acelerado e melhoria generalizada do ensino, e se encontra na origem dos dois principais sistemas mágicos desenvolvidos então, Thelema e Chaos. Vamos a seguir descrever o surgimento da Chaos Magick, e comparar com a proposta thelemica no que se refere à praxis do magista.

Austin Osman Spare

“Fornicatus benedictus! Todo-poderoso Ashmodeus, existência do Caos, ominoso por teu nome, vem teu reino a mim na terra. Guia-me a todas as tentações da carne para que possa eu transpassar enormemente por teus caminhos por meus desejos: por tu que és todo unidade em busca sexual, tu, poderosa genitália da criação que desconhece a saciedade… Garanti-me meu desejo por ti que és tudo poder, êxtase e verdade. Amém!”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

Spare nasceu na passagem do Ano Novo de 1888-89, em Snowhill, Londres. Seu pai era um policial, constantemente em patrulhas noturnas.

O envolvimento de Spare com Magick e Arte foi simultâneo e precoce. Ele foi iniciado na Feitiçaria por uma misteriosa mulher chamada Mrs. Paterson, uma velha advinha que afirmava ser herdeira de uma linhagem de bruxas de Salem que Cotton Matter havia falhado em exterminar. Spare chegou a chamá-la de “sua segunda mãe”, e os relatos que deixou a creditam com poderes extraordinários, como o de projetar pensamentos em forma visível. Ela teria usado essa capacidade para “despertar” Austin na corrente mágica na qual ele dedicaria o resto da sua vida, conjurando a imagem de uma belissima jovem com forte impacto sexual. A feiticeira, apesar de viver pobremente, não aceitava pagamento por seus serviços, além da moeda tradicional, e, apesar de seu vocabulário simples, tinha a capacidade de poder explicar as idéias mais abstratas.

A primeira publicação de Spare foi “Earth Inferno” em 1905, e ele rapidamente alcançou um lugar de destaque no meio artístico, tendo já exposto na Academia Real em Maio de 1904 e, a seguir, na Galeria Brutton. Seus desenhos eram cheios de imagens grotescas, mágicas e de forte conteúdo sexual. Sua fama o colocou em contato com Aleister Crowley em 1909, tendo se tornado um Probationista sob o motto de YIHOVEAUM, contribuíndo com quatro pequenos desenhos para a publicação do Equinox e um retrato do Mestre Therion. Mas a associação não durou, e mais tarde Crowley o definiria como um Irmão Negro, significando que não aprovava os objetivos da filosofia mágica de Spare.

Após ter servido como artista de guerra de 1914 a 1918, tendo ido a serviço ao Egito, ele publica em 1921 o livro “Focus of Life”, onde imagens que buscam despertar conhecimentos atávicos acompanham seus comentários mágico filosóficos.

Ele estava no ápice do seu sucesso em 1924, quando publicou o “Anátema de Zos”, banindo a si mesmo da comunidade artística. Ele retornou para a região de Londres onde cresceu, vivendo na pobreza e obscuridade onde encontrou a liberdade necessária para desenvolver sua filosofia e magick.

Hostil ao auto-tormento, às vãs excusas chamadas devoção, Zos satisfazia o hábito falando em voz alta com seu Self. Uma hora, voltando a sua consciência familiar, ele se apoquentou ao notar ouvintes interessados — uma malta de mendicantes involuntários, párias, cafetões, adúlteros, barrigas distendidas, e os prevalentes doentes-grotescos que obtém na civilização. Sua irritação era muita, e ainda assim eles o incomodavam, dizendo: MESTRE, NÓS IREMOS APRENDER TAIS COISAS! ENSINA-NOS RELIGIÉO!

E vendo, com desprezo, a esperançosa multidão dos Crentes, ele desceu ao Vale de Stys, com prevenção contra eles como SEGUIDORES. E quando ele estava aborrecido, ele abriu sua boca em escárnio, dizendo:

— Ó vós cujo futuro está em outras mãos! Esta familiaridade é permitida não por vós — mas por minha impotência. Saibam que sou Zos o Pastor de Bodes, salvador de mim mesmo a das coisas de que ainda não arrependi. Sem convite ouviste meu solilóquio. Suportem agora meu Anátema.

— Comedores de porcaria! Escorregaram, vocês, em seu próprio escremento? Parasitas! Tendo feito o mundo ruim, imaginam que são de significância para o Céu?

— Desejando aprender — pensam vocês escapar da dor no estupro de sua ignorância? Pois do que ponho dentro, muito mais que inocência sairá para fora! Não laborando a colheita de minha fraqueza, devo eu satisfazer seus desejos cheios de moral?

— Eu, que desfruto meu corpo com passo descuidado, antes me juntaria com lobos a entrar em suas casas empesteadas.

(O Anátema de Zos)

Spare foi ferido em uma explosão na Segunda Guerra Mundial, perdendo temporariamente o movimento dos braços e parcialmente a memória. Ele teve que reaprender a desenhar, mas já em 1947 163 novas ilustrações foram exibidas com sucesso na Galeria Archer. Foi nesta época que iniciou sua amizade com Kenneth Grant, e começou sua última obra, “O Grimório do Culto Zos Kia”, que ficou incompleta. Ele morreu em 1956, com 67 anos de idade. Na sua obra inacabada, ele definiu:

  1. Our Sacred Book : The Book of Pleasure.
  2. Our Path : The eclectic path between ecstasies; the precarious funambulatory way.
  3. Our Deity : The All-Prevailing Woman. (“And I strayed with her, into the path direct”.)
  4. Our Creed : The Living Flesh. (Zos): (“Again I say : This is your great moment of reality- the living flesh”).
  5. Our Sacrament : The Sacred Inbetweenness Concepts.
  6. Our Word : Does Not Matter-Need Not Be.
  7. Our Eternal Abode : The mystic state of Neither-Neither.
  8. The Atomospheric “I”. (Kia).
  9. Our Law : To Trespass all Laws.

Existem alguns relatos lendários sobre os poderes de Spare, como a invocação de uma criatura elemental que aterrorizou dois jovens diletantes, um dos quais faleceu pouco tempo depois, enquanto o outro foi internado em um asilo; o Rev. Robert Hugh Benson, autor de novelas de ocultismo como “The Necromancers”, ficou encharcado quando Spare convocou uma nuvem de chuva em dia de céu claro; e Everard Feilding, secretário da Sociedade de Pesquisa Psíquica, teve uma experiência memorável. Pedindo uma prova dos poderes de Spare, este concedeu em materializar um objeto que o outro manteria em segredo em sua própria mente. Spare desenhou um sigilo, que era o ideograma de um espírito familiar que o ajudava em questões telepáticas; tendo recebido um vívida impressão do objeto, elaborou um segundo sigilo. Logo a seguir um dos empregados de Feilding bateu na porta, trazendo o par de chinelos que ele havia imaginado.

Os elementos principais do sistema mágico filosófico de Spare são a Sigilização mencionada, elaborada no Alfabeto do Desejo e nas cartas da Arena de Anon, a Postura da Morte, e os conceitos de Zos e Kia. O sistema tem fortes ressonâncias xamanicas, sendo constante nos relatos sobre Spare a menção de espíritos familiares e guias, como o chamado águia Negra. Como artista, ele considerava que boa parte de sua obra era de origem ou influência mediúnica.

“Dentro do Alfabeto encontra-se toda o abracadabra arbitrário de nosso conhecimento.”
(O Grimório Zoëtico de Caos)

Tanto o Alfabeto do Desejo e sua derivação nas cartas divinatórias da Arena de Anon quanto a Postura da Morte se baseavam na idéia de que a realização mágica ocorre através da ativação do inconsciente, a qual, para ser obtida, necessita que o praticante supere as barreiras psicológicas e, a seguir, esqueça seu objetivo. Para isso, Spare reduzia a descrição do seu desejo a um signo simples (o sigilo), sobre o qual se concentrava. A Postura da Morte foi definida no “Focus da Vida” como “uma simulação da morte pela total negação do pensamento, ou seja, a prevenção do desejo a partir da crença, e o funcionamento de toda a consciência através da sexualidade”. Ainda:

“Pela Postura da Morte o corpo é permitido se manifestar espontaneamente e é árbitrário e imune a ação. Apenas aquele que está inconsciente de suas ações tem coragem além do bem e do mal, e é puro em sua sabedoria de sono profundo.”

A Postura da Morte, representada em muitos desenhos de suas obras, foi descrita, ainda no “Focus da Vida”:

Deitado de costas preguiçosamente, o corpo expressando a emoção do bocejo, suspirando enquanto concebe um sorriso, esta é a idéia da postura. Esquecendo tempo com essas coisas que são essenciais refletindo a sua falta de significado, o momento além do tempo e sua virtude aconteceram. Ficando na ponta dos pés, com os braços rígidos, com as mãos amarradas nas costas, preso e forçando ao máximo, o pescoço esticado … respirando profunda e espasmodicamente, até vertigem e sensação virem em rajadas, dando exaustão e capacidade à segunda. Olhando para seu reflexo até ele borrar e você não reconhecer aquele que olha, feche seus olhos (isto em geral acontece involuntariamente) e visualize.

A luz (sempre um X em evoluções curiosas) que se vê deve ser mantida, nunca deixando ir, aré o esforço ser esquecido. Isto dá uma sensação de imensidade (que vê uma pequena forma), cujo limite você não pode alcançar.

Spare também desenvolveu técnicas de êxtase sexual, pelas quais também buscava a ativação do inconsciente. O princípio fisológico do orgasmo e do black-out da Postura da Morte permitiriam, ambos, alcançar o estado de vazio que ele chamava “Neither-Neither”, o estágio necessário para que as funções inconscientes, previamente programadas pelo sigilo, atuassem na realização do desejo. Ele indicou estas duas vias no simbolismo de Eros e Thanatos, Amor e Morte.

Foi já no “Book of Pleasure” que Spare começou a utilizar os conceitos de Zos e Kia, ambos de difícil compreensão. Como uma primeira tentativa, podemos tentar definir Kia como a unidade eterna da qual nos aproximamos durante o clímax da Postura da Morte, um estado de vazio que Spare chamava “ego atmosférico”. “O Tempo não o muda, por isso eu o chamo novo”, é uma das descrições usadas na introdução do livro. O símbolo do Kia é o Olho, que aparece em vários desenhos e tem múltiplos significados, como, por exemplo, a imaginação que inicia a operação mágica, ou o olho da visão mística. Kia também é a combinação do olho esquerdo (feminino ou lunar) com o olho direito (masculino e solar) em uma unidade, representando a realização do estado de vazio pela união dos opostos, o verdadeiro Eu (“I”, “Eu” em Inglês soa = a “Eye”, “Olho”), livre das barreiras da crença (a crença em si mesmo, das quais todas as outras são subdisiárias).

Kia: A absoluta liberdade a qual sendo livre é poderosa o bastante para ser “realidade”e livre a qualquer tempo: portanto não é potencial ou manifesta (exceto como sua possibilidade instantânea) por idéias de liberdade ou “meios” [“means”], mas pelo Ego sendo livre para recebê-la, sendo livre de idéias sobre ela e não por acreditar. O menos dito sobre isto (Kia) o menos obscuro é.

De nome isto não nenhum nome, para designar. Eu o chamo Kia e não ouso chamar a isto como a mim mesmo. O Kia que pode ser experesso por idéias concebíveis não é o eterno Kia, o qual queima toda crença mas é o arquétipo do “self”, a escravidão da mortalidade.

O Kia que pode ser vagamente expresso em palavras é o “Neither-Neither,” o Eu [“I”] imodificado na sensação de onipresença, a iluminação simbolicamente transcrita no alfabeto sagrado, e sobre o qual estou prestes a escrever. Sua emanação é sua própria intensidade, mas não necessidade, ele existiu e vai existir sempre, o quantum virgem — por sua exuberância nós ganhamos existência. Quem ousa dizer onde, por quê e como isto se relaciona? Pelo labor do tempo o que duvida habita seu limite. Não relacionado com, mas permitindo todas as coisas, ele elude concepção, e entretanto é a quintessência da concepção permeando prazer em significado. Anterior ao Céu e à Terra, em seu aspecto que transcende estes, mas não inteligência, ele pode ser considerado como o princípio sexual primordial, a idéia de prazer no amor-próprio. Apenas aquele que alcançou a postura da morte pode apreender esta nova sexualidade, e seu amor todo-poderoso satisfeito. Aquele que é sempre servil à crença, entupido pelo desejo, é identificado c

omo tal e pode ver apenas suas infinitas ramificações em dissatisfação. O progenitor de si mesmo e de todas as coisas, mas se assemelhando a nada, esta sexualidade em sua simplicidade inicial, incorpora o duradouro. O Tempo não o mudou, por isso o chamo novo. Este princípio sexual ancestral, e a idéia do self, são um e o mesmo, esta semelhança sua exaction e infinitas possibilidades, a dualidade inicial, o mistério dos mistérios, a Esfinge nos portais de toda espiritualidade.

(O Livro dos Prazeres)

Zos, por outro lado, representa o corpo de todo o alcance da consciência, simbolizado pela Mão, cujos Cinco Dedos remetem ao Pentagrama e à plena percepção dos cinco sentidos físicos. Ele descreve a plenitude da vida onde todos os potenciais se tornam realidade, e, aqui, nas idéias de Kia e Zos, de novo vemos o simbolismo de Thanatos, levando para uma experiência “atmosférica” além dos sentidos, e Eros tornando plena a experiência do estar no mundo.

O que é todo corpo senão desejo materializado: O que são sonhos senão desejos insatisfeitos buscando expressar suas possibilidades a despeito de morais?”
(O Livro dos Prazeres)